segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Corantes e aditivos aumentam a hiperatividade em crianças, aponta estudo



Saúde
Uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, em parceria com a agência britânica de segurança alimentar (Food Standards Agency), divulgou nesta segunda-feira, 10/09, que corantes e aditivos alimentares aumentam o nível de hiperatividade das crianças. O estudo foi publicado na revista "The Lancet".
A hiperatividade é um problema que tem atingido um grande número de crianças em todas as partes do mundo. Ela está relacionada a problemas de concentração, atenção e dificuldade de aprendizado, especialmente envolvendo a leitura.
O estudo britânico apenas confirmou alguns resultados anteriores, obtidos através da análise de crianças hiperativas. De acordo com o pesquisador Jim Stevenson, a pesquisa detectou o efeito negativo dos aditivos alimentares sobre a hiperatividade de crianças de 3 e de 8-9 anos de idade. Esses aditivos são produtos que atuam como conservantes do gosto, aspecto ou aparência da comida.
Para a pesquisa, os cientistas analisaram 153 crianças de 3 anos e 114 entre 8 e 9 anos. Durante o estudo, os pesquisadores administraram coquetéis de aditivos com corantes alimentares combinados com apenas um conservante, o benzoato de sódio. O estudo constatou que os efeitos negativos dos aditivos não atuam apenas em crianças hiperativas, mas também entre toda a população.
Os cientistas alertam para que os pais prestem mais atenção à alimentação dos seus filhos, pois os números dos problemas de hiperatividade no mundo são preocupantes. Só nos Estados Unidos, o índice de crianças com déficit de atenção triplicou nos últimos 25 anos, chegando a 2,84 milhões entre 2001 e 2002. Na França, o caso também é complicado. No país, uma a cada 400 crianças toma Ritalina, um medicamento contra a hiperatividade. Fonte: http://www.elnet.com.br/canais_interna.php?materia=2802

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

'Mulher da selva' cambojana hospitalizada por recusar alimentos


Sex, 30 Out, 09h25
PHNOM PENH, Camboja (AFP) - A "mulher da selva" cambojana Rochom P'ngieng, que recebeu o apelido por supostamente ter passado 18 anos vivendo na selva, foi hospitalizada por se recusar a comer, informaram seu pai e fontes médicas.

Rochom P'ngieng, que atualmente tem 28 anos, desapareceu quando era pequena, em 1989, na selva de Ratanakkiri, 600 km ao nordeste da capital do país, Phonm Penh.
Ela deixou a selva, onde sempre andava nua e suja, no início de 2007, quando foi capturada ao tentar roubar comida em uma fazenda. Não sabia falar e fazia ruídos como um animal.
Sal Lu, o homem que afirma ser o pai dela, declarou à AFP que Rochom P'ngieng foi internada por não se adaptar à vida em um vilarejo.
"Ela se negou a comer arroz durante um mês. Ficou muito magra. Ainda não consegue falar e age como se fosse um macaco. Na noite passada tirou os vestidos e tentou fugir pelo banheiro", disse.
Ele pedi que alguma organização de caridade assuma os cuidados da jovem

Dissertação REDAÇÃO


A todo instante nos deparamos com situações que exigem a exposição de idéias, argumentos e pontos de vista, muitas vezes precisamos expor aquilo que pensamos sobre determinado assunto. Em muitas situações somos induzidos a organizar nossos pensamentos e idéias e utilizar a linguagem para dissertar. Mas o que é dissertar? Dissertar é, através da organização de palavras, frases e textos, apresentar idéias, desenvolver raciocínio, analisar contextos, dados e fatos. Neste momento temos a oportunidade de discutir, argumentar e defender o que pensamos através da fundamentação, justificação, explicação, persuasão e de provas. A elaboração de textos dissertativos requer domínio da modalidade escrita da língua, desde a questão ortográfica ao uso de um vocabulário preciso e de construções sintáticas organizadas, além de conhecimento do assunto que se vai abordar e posição crítica (pessoal) diante desse assunto. A atividade dissertadora desenvolve o gosto de pensar e escrever o que pensa, de questionar o mundo, de procurar entender e transformar a realidade. Passos para escrever o texto dissertativo O texto deve ser produzido de forma a satisfazer os objetivos que o escritor se propôs a alcançar. Há uma estrutura consagrada para a organização desse tipo de texto. Consiste em organizar o material obtido em três partes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. - Introdução: A introdução deve apresentar de maneira clara o assunto que será tratado e delimitar as questões, referentes ao assunto, que serão abordadas. Neste momento pode-se formular uma tese, que deverá ser discutida e provada no texto, propor uma pergunta, cuja resposta deverá constar no desenvolvimento e explicitada na conclusão. - Desenvolvimento: É a parte do texto em que as idéias, pontos de vista, conceitos, informações de que dispõe serão desenvolvidas; desenroladas e avaliadas progressivamente. - Conclusão: É o momento final do texto, este deverá apresentar um resumo forte de tudo o que já foi dito. A conclusão deve expor uma avaliação final do assunto discutido. Cada uma dessa partes se relaciona umas com as outras, seja preparando-as ou retomando-as, portanto, não são isoladas. A produção de textos dissertativos está ligada à capacidade argumentativa daquele que se dispõe a essa construção. É importante destacar que a obtenção de informações, referentes aos diversos assuntos seja através da leitura, de conversas, de viagens, de experiências do dia-a-dia e dos mais variados veículos de informação podem sanar a carência de informações e consequentemente darem suporte ao produzir um texto.
Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola
Dissertação Subjetiva
Em se tratando do texto dissertativo há o predomínio da 1ª pessoa do singular?
Esse questionamento é muito comum, pois sempre aprendemos que não é aconselhável o uso da referida pessoa verbal, por tratar-se de um texto objetivo. Comumente, a modalidade mais requisitada em concursos e em provas de vestibulares é a Dissertação
Argumentativa.
Nela, a linguagem precisa ser clara, objetiva e precisa, uma vez que escrevemos para um leitor universal, com o qual não temos nenhum tipo de intimidade. É um tipo de texto que pauta-se por uma tese, isto é, uma ideia passível de discussão.
Nele expomos nosso ponto de vista sobre um determinado assunto, argumentando contra ou a favor do mesmo.
Por tratar-se de um texto objetivo, o recomendado é não utilizar a linguagem conotativa, pois ela dá margem a várias interpretações e revela um certo envolvimento por parte do emissor.
Mas existe um tipo de dissertação que apresenta uma abordagem mais pessoal diante do tema em discussão. É a chamada Dissertação Subjetiva.
É importante lembrarmos de que Subjetividade é marca pessoal, fonte reveladora de sentimentos e emoções frente a um determinado assunto.
O uso da 1ª pessoa e de uma linguagem conotativa são características relevantes, acentuando um envolvimento maior do emissor em relação à tese ora defendida. Neste caso, os argumentos nem sempre são pautados com base na racionalidade. Para melhor entendermos sobre esta questão, analisaremos um poema, o qual representa o texto em estudo:
Mulher ao espelho Hoje que seja esta ou aquela, pouco me importa.
Quero apenas parecer bela, pois,
seja qual for, estou morta.
Já fui loura, já fui morena, já fui Margarida e Beatriz. Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.
Que mal faz, esta cor fingida do meu cabelo,
e do meu rosto, se tudo é tinta:
o mundo, a vida, o contentamento, o desgosto?
Por fora, serei como queira a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira ao nada, não me importa quando.
Mas quem viu, tão dilacerados, olhos, braços e sonhos seus e morreu pelos seus pecados, falará com Deus. Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes, outros, buscando-se no espelho.
Cecília Meireles
Por Vânia DuarteGraduada
em Letras Equipe Brasil Escola

DICAS DE REDAÇÃO - Tipos de Discurso na Narrativa...

Discurso direto: O narrador apresenta a própria personagem falando diretamente, permitindo ao autor mostrar o que acontece em lugar de simplesmente contar. Lavador de carros, Juarez de Castro, 28 anos, ficou desolado, apontando para os entulhos: “Alá minha frigideira, alá meu escorredor de arroz. Minha lata de pegar água era aquela. Ali meu outro tênis.” Jornal do Brasil, 29 de maio 1989.
Discurso indireto: O narrador interfere na fala da personagem. Ele conta aos leitores o que a personagem disse, mas conta em 3ª pessoa. As palavras da personagem não são reproduzidas, mas traduzidas na linguagem do narrador. Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida da chuva, e descansou no chão o cachimbo. Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se não estava se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer de ataque. Dalton Trevisan. Cemitério de elefantes. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1964.
Discurso indireto livre: É uma combinação dos dois anteriores, confundindo as intervenções do narrador com as dos personagens. É uma forma de narrar econômica e dinâmica, pois permite mostrar e contar os fatos a um só tempo. Enlameado até a cintura, Tiãozinho cresce de ódio. Se pudesse matar o carreiro... Deixa eu crescer!... Deixa eu ficar grande!... Hei de dar conta deste danisco... Se uma cobra picasse seu Soronho... Tem tanta cascavel nos pastos... Tanta urutu, perto de casa... se uma onça comesse o carreiro, de noite... Um onção grande, da pintada... Que raiva!... Mas os bois estão caminhando diferente. Começaram a prestar atenção, escutando a conversa de boi Brilhante. Guimarães Rosa. Sagarana. Rio de Janeiro, José Olympio, 1976.
Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola
Narração - Redação - Brasil Escola

REDAÇÃO ...NARRAÇÃO.


A narração consiste em arranjar uma seqüência de fatos na qual os personagens se movimentam num determinado espaço à medida que o tempo passa. O texto narrativo é baseado na ação que envolve personagens, tempo, espaço e conflito. Seus elementos são: narrador, enredo, personagens, espaço e tempo. Dessa forma, o texto narrativo apresenta uma determinada estrutura: Esquematizando temos: - Apresentação; - Complicação ou desenvolvimento; - Clímax; - Desfecho. Protagonistas e Antagonistas A narrativa é centrada num conflito vivido pelos personagens. Diante disso, a importância dos personagens na construção do texto é evidente. Podemos dizer que existe um protagonista (personagem principal) e um antagonista (personagem que atua contra o protagonista, impedindo-o de alcançar seus objetivos). Há também os adjuvantes ou coadjuvantes, esses são personagens secundários que também exercem papéis fundamentais na história. Narração e Narratividade Em nosso cotidiano encontramos textos narrativos; contamos e/ou ouvimos histórias o tempo todo. Mas os textos que não pertencem ao campo da ficção não são considerados narração, pois essas não têm como objetivo envolver o leitor pela trama, pelo conflito. Podemos dizer que nesses relatos há narratividade, que quer dizer, o modo de ser da narração. Os Elementos da Narrativa Os elementos que compõem a narrativa são: - Foco narrativo (1º e 3º pessoa); - Personagens (protagonista, antagonista e coadjuvante); - Narrador (narrador-personagem, narrador-observador). - Tempo (cronológico e psicológico); - Espaço.
Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola
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Concordância Nominal - Regra Geral

A Concordância Nominal é o acordo entre o nome (substantivo) e seus modificadores (artigo, pronome, numeral, adjetivo) quanto ao gênero (masculino ou feminino) e o número (plural ou singular). Exemplo: Eu não sou mais um na multidão capitalista. Observe que, de acordo com a análise da oração, o termo “na” é a junção da preposição “em” com o artigo “a” e, portanto, concorda com o substantivo feminino multidão, ao mesmo tempo em que o adjetivo “capitalista” também faz referência ao substantivo e concorda em gênero (feminino) e número (singular). Vejamos mais exemplos: Minha casa é extraordinária. Temos o substantivo “casa”, o qual é núcleo do sujeito “Minha casa”. O pronome possessivo “minha” está no gênero feminino e concorda com o substantivo. O adjetivo “extraordinária”, o qual é predicativo do sujeito (trata-se de uma oração com complemento conectado ao sujeito por um verbo de ligação), também concorda com o substantivo “casa” em gênero (feminino) e número (singular). Para finalizar, veremos mais um exemplo, com análise bem detalhada: Dois cavalos fortes venceram a competição. Primeiro, verificamos qual é o substantivo da oração acima: cavalos. Os termos modificadores do substantivo “cavalos” são: o numeral “Dois” e o adjetivo “fortes”. Esses termos que fazem relação com o substantivo na concordância nominal devem, de acordo com a norma culta, concordar em gênero e número com o mesmo. Nesse caso, o substantivo “cavalos” está no masculino e no plural e a concordância dos modificadores está correta, já que “dois” e “fortes” estão no gênero masculino e no plural. Observe que o numeral “dois” está no plural porque indica uma quantidade maior do que “um”. Então temos por regra geral da concordância nominal que os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem concordar com o mesmo em gênero e número. Importante: Localize na oração o substantivo primeiramente, como foi feito no último exemplo. Após a constatação do substantivo, observe o seu gênero e o número. Os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem estar em concordância de gênero e número com o nome (substantivo).
Por Sabrina VilarinhoGraduada em LetrasEquipe Brasil Escola
Veja mais!

Concordância Verbal e Nominal ...

De acordo com Mattoso Câmara “dá-se em gramática o nome de concordância à circunstância de um adjetivo variar em gênero e número de acordo com o substantivo a que se refere (concordância nominal) e à de um verbo variar em número e pessoa de acordo com o seu sujeito (concordância verbal). Há, não obstante, casos especiais que se prestam a dúvidas”.
Então, observamos e podemos definir da seguinte forma: concordância vem do verbo concordar, ou seja, é um acordo estabelecido entre termos.

O caso da concordância verbal diz respeito ao verbo em relação ao sujeito, o primeiro deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) com o segundo.

Já a concordância nominal diz respeito ao substantivo e seus termos referentes: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Essa concordância é feita em gênero (masculino ou feminino) e pessoa.
Como vimos acima, na definição de Mattoso Câmara, existem regras gerais e alguns casos especiais que devem ser estudados particularmente, pois geram dúvidas quanto ao uso. Há muitos casos que a norma não é definida e há resoluções diferentes por parte dos autores, escritores ou estudantes da concordância.

Veja com mais detalhes esse assunto nos links a seguir: Concordância Verbal – Regra geral e Concordância Verbal - Os casos especiais.

Por Sabrina VilarinhoGraduada em LetrasEquipe Brasil Escola